Investir as suas poupanças em segurança

Além do rendimento e liquidez de uma aplicação, a segurança é um critério essencial na escolha. Quase 80% dos portugueses investem metade
das poupanças em produtos com rendimento garantido, ou seja,depósitos a prazo, PPR,certificados de aforro e alguns seguros de capitalização.
A segurança traduz-se na garantia de recuperar o dinheiro aplicado.Pode não haver ganhos elevados,mas, na pior das hipóteses, não
sofre perdas. É o que se espera,por exemplo, do banco ao depositar o dinheiro numa conta a prazo.
Ao fazê-lo, estabelece um contrato com a entidade bancária, que lhe garante o reembolso. Tal não é válido para aplicações como fundos
ou acções. O aparecimento de híbridos, como os Instrumentos de Captação de Aforro Estruturados (ICAE) e depósitos associados a
outros produtos, veio complicar a percepção do risco.
Independentemente da “segurança contratual”, não há garantias absolutas. Se o banco falir, mesmo contra as expectativas, será difícil
reaver tudo o que aplicou.Este risco depende da solidez financeira da instituição e das compensações criadas para proteger o investidor.
Os Bancos não servem só para conseguir credito…

Os Bancos não servem só para emprestar dinheiro, seja um crédito pessoal,crédito habitação,crédito automovel ou até para consolidar os seus créditos.O dinheiro parado numa conta já não se multiplica como antigamente. Nos dias que correm, para fazer render o vil metal, há que ter habilidades extra, pois os juros são cada vez mais magros.Uma boa razão, se outras não houvesse, para que os valores anunciados sejam correctamente
calculados.
Por um lado, os bancos calculam os juros com relativo rigor, mas, por outro, estão pouco
dispostos a facultar informação detalhada sobre os seus produtos no momento da subscrição.
Das poupanças abertas ao balcão,apenas no Santander Totta nos foi disponibilizada documentação
completa, sem que tivéssemos de solicitá-la.
No Banco BPI, só após o nosso pedido, foi entregue alguma informação, mesmo assim, pouco
detalhada, que o funcionário retirou da rede informática interna(Intranet).
Na Caixa Geral de Depósitos e na Caixa de Crédito Agrícola Mútuo, tivemos mesmo de ser insistentes. Lá recebemos as
fichas dos produtos, mas com a indicação de não as mostrarmos a ninguém, já que se tratava de documentos internos do banco.
Aliás, ambos continham uma listagem de argumentos a utilizar pelos funcionários no momento de venderem o produto…
Quanto às contas abertas através da Internet, apenas junto do Montepio recebemos as condições. Porém, em todos os
casos é possível consultá-las no síte dos bancos.
Uns cêntimos a mais ou a menos,à partida, parecem insignificantes.Mas o modo de arredondar os juros
pode beneficiar, em muito, as instituições bancárias. Os consumidores exigem um procedimento de arredondamento
uniforme.
A falta de informação sobre os produtos é ainda criticável. Os bancos são obrigados a entregar, por sua
iniciativa, as condições das contas.Ao não fazê-lo, violam o dever de informação, consagrado num aviso
do Banco de Portugal.
Os consumidores reclamam um documento comum a todas as instituições, onde sejam discriminadas
as características do produto: montante,prazo, taxa de juro, base de cálculo de juros, forma de arredondamento e
penalizações por mobilização antecipada. Uma ficha de informação normalizada permitiria, inclusive, uma
mais fácil comparação entre contas.O cliente poderia escolher com menos complicações, fazendo funcionar as leis
da concorrência.
Crédito habitação com periodo de carência

Se ainda não vendeu a casa antiga e, sobre esta, decorrer um crédito habitação,tem vantagem em negociar o
alargamento do prazo para reduzir a prestação da sua casa. Tal é possível para empréstimos com um prazo em falta reduzido. Desta forma, poderá contratar um crédito tradicional para a nova casa e dispensar o período de carência. Outra solução é a contratação do novo empréstimo a um prazo superior ao inicialmente pensado,reduzindo-o quando vendesse a casa antiga. Em ambas as situações,desde que o banco não cobre elevadas penalizações.
Vantagens:
Na primeira hipótese,paga menos juros no novo empréstimo,enquanto na segunda tem mais tempo para vender a casa antiga e
pode ajustar melhor as prestações ao orçamento familiar.
Pondere muito bem a contratação de um crédito intercalar para troca de casa. É arriscado comprar a nova sem
vender a antiga, com recurso ao crédito em ambas. Se não conseguir livrar-se da casa antiga no período de carência,
terá de pagar duas prestações elevadas ao mesmo tempo.
Utilize os simuladores de crédito existentes nos sites dos bancos, para uma primeira abordagem e para ficar com uma noção de quanto vai ficar a pagar pela sua casa nova.
Poupar dinheiro nas suas férias a crédito

Contratar um crédito pessoal para ir de férias pode lhe sair muito caro,isto devido a custos de processo elevados,que só se diluem em montantes e prazos mais alargados. Além disso, só os bancos exigem um seguro de vida (no Crédito Agrícola, de protecção ao crédito), o que encarece bastante o custo final de um empréstimo de valores relativamente baixos.Em agências de viagens como a Abreu e a Halcon, sem juros, obtém condições mais vantajosas. Nesta última, tem de pagar custos de processo e imposto de selo.
Imagine-se a chegar ao balcão de uma agência. Do outro lado, um sorriso e dizem-lhe que é tudo barato. Mas se quiser conhecer os custos ou a forma como o crédito funciona, será surpreendido pela negativa,pois os funcionários da Abreu e da Halcon
nem sempre nos deram estes dados.
Nas agências do El Corte Inglés e na TopAtlântico fomos confrontados com um cartão de cliente com crédito associado,
cuja TAEG é de 17,32% e 29,28%, respectivamente.
Na Escolha Acertada dos cartões de crédito, o Santander Totta Visa Light,a TAEG é bastante inferior (15,33%).
Além disso, se pagar a dívida por inteiro,pode sempre beneficiar do período de crédito gratuito, entre 20 e 50 dias.
Escolha bem como vai pagar a crédito as suas férias,pois uma escolha cuidadosa , poder lhe á poupar umas dezenas de euros.

