Escolher seguro para o seu credito habitação
A sua casa está exposta a vários riscos, como incêndios, roubos e tempestades. Para estar minimamente protegido,poderá recorrer ao seguro multirriscos-habitação, que cobre os danos na casa e no recheio.
A lei só obriga a contratar um de incêndio, no caso de habitar um edifício constituído em propriedade horizontal. Mas se optar pelo multirriscos-habitação, fica melhor protegido por pouco mais dinheiro.
Identificar o melhor seguro para o seu credito habitação:
Depois de identificar as coberturas mais importantes, é preciso calcular o capital seguro.Trata-se de uma tarefa a cargo do segurado e de extrema importância na subscrição. Se o capital seguro for inferior ao valor dos bens, a casa estará subsegura e, em caso de sinistro, a indemnização não será
suficiente para cobrir os danos.Com efeito, a seguradora só indemniza até ao limite do capital seguro. Para os danos parciais, fá-lo na proporção entre o capital e o valor real dos bens (é a chamada “regra proporcional”).
Se, por exemplo, o recheio da sua casa ascender a 50 mil euros,mas, para poupar no seguro, só declarar 30 mil (60% do valor real), os danos serão indemnizados nessa proporção. Assim, se a casa for assaltada e lhe levarem bens no valor de 10 mil euros, a indemnização não passará dos
6 mil (10 000 x 60%), ficando o remanescente a seu cargo.
Se, pelo contrário, os bens forem avaliados por um valor superior ao real, pagará um prémio mais elevado sem nenhum benefício.A seguradora só o indemnizará pelo valor real dos bens: o de reconstrução, para os imóveis,
e o de substituição em novo,para o recheio.Todas as seguradoras aplicam a regra proporcional. Mas não é fácil avaliar os bens e, em particular,determinar o valor de reconstrução do imóvel. Por isso, as seguradoras prevêem uma margem de segurança (regra geral, de 15%).
O seguro multirriscos-do credito habitação poderá abranger o imóvel e/ou o seu conteúdo. O capital seguro para cada um é calculado separadamente, segundo critérios distintos. Quanto ao imóvel, o capital seguro deverá corresponder ao custo de reconstrução, incluindo materiais e mão-de-obra, etc.Para calcular correctamente este valor, considere a área da casa e da parte proporcional das zonas comuns (por exemplo, escadas,elevadores e garagens) constante da escritura e, por vezes, do título constitutivo. O valor do terreno não é considerado. De seguida, consulte os preços por metro quadrado da construção “média”, sem acabamentos de luxo.
Diminuir seguro do credito habitação
Talvez ainda não saiba que a Lei mudou e que agora o seu seguro de vida vai diminuindo automaticamente
à medida que todos os meses vai pagando e amortizando as prestações do seu credito habitação.
O Decreto-Lei nº 222/2009, publicado em Diário da República (DR) em 11 de Setembro de 2009, já começou a ser implementado pelas seguradoras,
conforme confirmou Pedro Seixas Vale, presidente da Associação Portuguesa de seguros, mas o Diário Económico sabe que este
é um assunto que levanta ainda muitas dúvidas e tem sido alvo de reclamações junto das entidades bancárias por parte dos consumidores.
É o caso deCatarina Oliveira que, atenta à legislação,esperou dois meses para que o seu prémio baixasse. Como tal não sucedeu, questionou
o seu banco sobre o assunto que lhe disse que não valeria a pena uma vez que já estava apenas a dois anos de acabar de pagar a totalidade
do seu empréstimo.
A nova Lei entrou em vigor em Dezembro do ano passado, 90 dias após a sua publicação em DR.Em números redondos, o mercado teve, até
agora, quatro meses para se adaptar à nova medida,o que parece não ser assim muito tempo dada à sua complexidade e desconhecimento
de muitos consumidores. Como Pedro Seixas Vale reconhece esta é uma medida que “tem implicações operacionais muito complexas,
quer para os bancos, quer para as seguradoras, o que pode ter dificultado pontualmente algumas adaptações”. E é por isso quea APS, em conjunto
coma Associação Portuguesa de Bancos está a trabalhar numa solução que pretende “agilizar a troca de informação que este Decreto-Lei exige
entre bancos e seguradoras”, concretiza o presidente da APS.
O que o Decreto-Lei estipula quem solicite um crédito de habitação precisa sempre de fazer um seguro de vida. é uma exigência
das instituições de crédito como forma de garantir o pagamento dos empréstimos devidos em caso de morte e ou invalidez do devedor.
Mas como os bancos têm sempre a dívida garantida por hipoteca, não faz sentido exigir aos consumidores um seguro associado ao crédito
à habitação “de condições que vão além do que justificaria a preocupação legítima de protecção dos credores em verem salvaguardada a
satisfação dos seus créditos”, pode ler-se no Decreto-Lei. Foi para proteger os direitos dos consumidores que esta nova Lei definiu regras mínimas
de funcionamento. Assim, tantos as seguradoras como os bancos [no seu papel de mediadores de seguros] têm novos deveres de informação
e de esclarecimento.
Na eventualidade de fazer um seguro de vida que proteja os herdeiros [beneficiários] em caso de morte ou invalidez terá de pagar em
função da totalidade do empréstimo, não se aplicando aqui esta nova norma.São os bancos que devem informar as companhias de seguro, em tempo útil, “acerca da evolução
do montante em dívida ao abrigo do contrato de crédito à habitação, devendo a empresa de seguros proceder de imediato à correspondente actualização do capital seguro, com efeitos
reportados à data de cada alteração do montante em dívida ao abrigo do contrato de crédito à habitação, creditando ou restituindo ao segurado as quantias entretanto pagas no âmbito do
contrato de seguro”, diz no artigo 7º . E isto funciona independentemente da seguradora pertencer ao mesmo grupo do banco ou de ter sido
escolhida pelo consumidor.
Também as seguradoras devem comunicar às instituições de crédito as alterações feitas pelo consumidor aos contratos de seguro de vida
utilizados como garantia do crédito à habitação.Saiba ainda que as seguradoras que só agora estejam a actualizar a sua situação são obrigadas a
restituir a diferença do seguro com efeitos a Dezembro de 2009, conforme consta no artigo 8º.
As melhores soluções de poupança
As melhores soluções dependem de alguns factores: montante disponível, prazo da aplicação, risco que está disposto a correr e ganhos esperados. Mas, antes de seguir por esta via, convém ter um pé-de-meia numa aplicação sem risco.Aplique só o dinheiro que não lhe faz falta. Para ajudar na melhor decisão, definimos alguns cenários, que levam em conta estas variáveis.
Se pretende investir por um período até 2 anos, o melhor é não correr riscos. A falta de cautela pode valer-lhe, inclusive, a perda do dinheiro investido. A menos que seja especulador, tem interesse em optar por soluções com capital garantido e facilidade de reembolso.Para este perfil, isto é, risco zero
e prazo até 2 anos, planos de poupança-reforma, seguros de capitalização, instrumentos de captação de certificados de aforro estruturados,fundos de acções e de obrigações de taxa variável ou afins são mesmo de evitar.
Os depósitos a prazo são a solução: oferecem segurança e têm rendimento conhecido à partida.Vai precisar do dinheiro, à cautela,opte pelo cenário anterior.Para investir de 2 a 5 anos, tudo depende do risco que está disposto a correr. Mais risco, à partida,corresponde a mais ganhos.Contudo, também é importante o tempo que pode gastar com o acompanhamento da aplicação.
Uma gestão activa pode propiciar melhores resultados, mas exige vigilância máxima do mercado.
Os fundos imobiliários são uma boa opção de poupança,para este horizonte de investimento. Dedicam-se à compra,venda e arrendamento de imóveis,sobretudo, para uso comercial,como parques de estacionamento e
escritórios. Adequados para prazos a partir de 2 anos, têm apresentado baixo risco e rendimentos superiores aos dos depósitos. Porém, como alguns têm custos elevados, é preciso seleccionar os melhores.
fonte:deco
Analise de Mercado
AS OBRIGAÇÕES soberanas dos países da periferia da Zona Euro recuperaram fortemente no final da semana passada. O mercado ficou mais tranquilo depois das declarações de Angela Merkel e outros políticos europeus que sugeriram que o FMI e a União Europeia
estariam a terminar as negociações para concluir o plano de ajuda à Grécia e que a votação desta semana no Parlamento alemão decorreria conforme o esperado, sendo assim aprovado um pacote de ajuda que cobriria as necessidades de financiamento de Atenas nos próximos três anos.
Depois de os CDS de dívida grega atingirem o pico na terça-feira a 849 pontos base, caíram para cerca de 650.A marcar ainda a semana passada
estiveram também o downgrade, pela agência de ratings S&P, à dívida da Grécia para junk bonds (BB+), da dívida soberana espanhola e de Portugal para A-, que vem reflectir o estado preocupante das finanças públicas dos países da periferia.O índice nacional PSI 20 caiu temporariamente cerca de -6,5% para depois recuperar, e o índice espanhol cerca de 4%. As yields das obrigações a 10 anos
espanholas (que têm um comportamento inverso aos preços) subiram para cerca de 4,15%.
Os downgrades de Espanha e Portugal criaram uma onda de pessimismo relativamente à periferia, com o mercado a especular que os graves problemas da Grécia estavam a alastrar-se aos restantes países. Na sequência destes episódios, vários responsáveis do BCE afirmaram que “cabe aos governos assegurar que a crise, que inicialmente afectou o sector financeiro, não se traduz numa grave crise de dívida soberana europeia. Evitá-la requer medidas de consolidação fiscal muito ambiciosas”.
O euro caiu para cerca de 1,31 face ao dólar, estabelecendo um mínimo de 12 meses. Pelo lado positivo, a taxa de desemprego na Alemanha caiu para 7,8% de 8%, o ritmo de declínio mais rápido em dois anos, e o nível de confiança quanto ao cenário económico na Zona Euro subiu para o máximo em dois anos.
Do outro lado do Atlântico, a Fed manteve inalterada a taxa de juro de referência em 0,25% e melhorou ligeiramente o cenário macroeconómico,mostrando-se mais optimista relativamente ao mercado laboral e também ao mercado imobiliário e consumo privado
que agora caracteriza como “a recuperar”.O banco central reiterou a promessa de manter as taxas de juro baixas por
um “longo período de tempo” sublinhando que as condições económicas,incluindo taxas baixas de utilização de
recursos, permitiram controlar as taxas de inflação, sinalizando que não estará para breve uma eventual subida
de taxas.
Fonte:oje
