Pagar menos dinheiro no inicio do crédito

Ao contrário do crédito tradicional (prestações compostas
por juros e capital), ao contrair o seu crédito habitação,ou crédito
pessoal com carência, só paga juros num máximo de 12 a 120
meses, consoante o banco.Apesar das diferenças, em qualquer destas modalidades, desde que a
taxa de juro seja variável, não está imune às flutuações. Mesmo no
período de carência, a prestação pode sofrer alterações. Só evita esta
incerteza se optar por um crédito com taxa fixa ou negociar um com
carência conjunta de capital e juros,ou seja, a prestação fica a zeros
num período inicial. Mas, neste caso, apenas adia o pagamento da
dívida e dos juros acumulados.
A principal vantagem desta modalidade consiste em reduzir a
prestação durante a carência. É uma ajuda numa fase da vida em que
os rendimentos não são elevados,prevendo-se um aumento num
futuro próximo. Ainda mais, devido ao considerável esforço para pagar
as despesas de contratação (custos notariais, emolumentares, encargos
bancários e imposto de selo).
PPR : Plano Poupança Reforma

Os planos de poupança–reforma ou PPR foram criados em 1989 para incentivar
a poupança e garantir um complemento de reforma aos subscritores.
São especialmente atractivos pelos benefícios fiscais que proporcionam.
Os planos de poupança-reforma com a vertente educação deixaram de ser contemplados.
Embora ainda existam produtos designados PPR/E, só poderá deduzir as entregas
efectuadas para PPR.
Este ano, pode deduzir 20% do investimento, num máximo de € 350, se tiver entre 35 e 50 anos.
Para obter este benefício, deve aplicar até 1750 euros.
O montante e a dedução máximas a investir diminuem com a idade de subscrição.
Estes montantes devem ser declarados no anexo H do modelo 3 da sua declaração de IRS.
Apesar do benefício fiscal dos PPR, não aconselhamos esta opção a quem tenha menos de 40 anos.
Os montantes aplicados só podem ser resgatados quando atingir a reforma por velhice ou a partir
dos 60 anos, desde que tenham decorrido 5 desde a última entrega.Ou, então, em caso de desemprego
superior a um ano ou doença grave e incapacidade para o trabalho.
Se ainda não tiver 40 anos,e quiser poupar dinheiro e investir recomendamos outro tipo de
investimento. Poderá assumir maior risco e optar por produtos com maior liquidez. Os fundos são
uma boa opção, ou se preferir uma mais segura, os depósitos a prazo.
Cartão de crédito com melhores juros do mercado

Comprar hoje e pagar depois nunca foi tão fácil.
Há uma grande oferta de cartões de crédito, de várias gamas,
com seguros associados e sistemas de pontos acumuláveis,
convertíveis em descontos ou prémios. A anuidade e a taxa de
juro (TAEG) são decisivas na escolha.Contudo, pode valer a pena avaliar
outras condições propostas.
Além da anuidade e da taxa de juro, verifique outras condições,
como a cobertura de prejuízos resultantes da perda, roubo ou
extravio. Após a comunicação do incidente, a responsabilidade
do titular cessa. Na maioria dos casos, o seguro reembolsa usos
fraudulentos até 48 horas antes da comunicação.
Muitos cartões acumulam a função de débito. Pode ser
prático, pois evita ter dois cartões.Mas atenção: as compras em
estabelecimentos são consideradas transacções a crédito. Se usa o
cartão de débito só para levantar dinheiro e pagar serviços nas caixas
Multibanco, esta é uma boa opção.
Os custos de utilização no estrangeiro variam. Na zona
euro, não lhe cobram nada pelos pagamentos com o cartão, mas, fora
dela, as comissões são elevadas.
Tenha ainda cuidado com os levantamentos de dinheiro, mesmo
em Portugal. Os cartões Citibank Visa Classic e Gold aplicam uma taxa
superior para levantar a crédito em caixas Multibanco (30,64 por cento).
Os cartões Gold/Premier/Platinum têm, em regra, um limite
de crédito superior e mais seguros associados (como responsabilidade
civil familiar ou assistência em viagem). Dado a anuidade ser mais
pesada, veja se lhe compensa,atendendo ao uso que faz do cartão de crédito.
Dicas para poupar dinheiro quando se compra a crédito

Não é preciso ser especialista em economia. Quando se fala
em aumento das taxas de juro, há mais uma dor de cabeça para
quem paga a prestação da casa.
Se pensa contratar um crédito nos próximos tempos,
faça contas à vida e dê alguma margem para eventuais subidas das taxas de juro.
A maioria dos créditos à habitação,crédito automóvel ou crédito pessoal tem como base uma taxa
variável indexada, por norma, a famosa Euribor a 3, 6 ou 12
meses. O seu valor acompanha a evolução da taxa de referência
do Banco Central Europeu, para fazer face à inflação na zona euro
e equilibrar as economias. Para o bolso do consumidor, quer dizer
“prestação a subir”, considerando a tendência actual.
Ao valor do indexante, soma-se ainda o spread, a margem do
banco. Os dois originam a Taxa Anual Nominal (TAN) que incide
sobre o empréstimo.
Antes de aceitar uma proposta de crédito, preste atenção à TAE (taxa
anual efectiva) e a TAEG indicada. Só esta lhe permite comparar propostas
de bancos diferentes, já que indica a percentagem de encargos a
suportar com o crédito ao longo dos anos e poupar dinheiro durante os
próximos anos.

