Poupar dinheiro nas suas férias a crédito

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Contratar um crédito pessoal para ir de férias pode lhe sair muito caro,isto devido a custos de processo elevados,que só se diluem em montantes e prazos mais alargados. Além disso, só os bancos exigem um seguro de vida (no Crédito Agrícola, de protecção ao crédito), o que encarece bastante o custo final de um empréstimo de valores relativamente baixos.Em agências de viagens como a Abreu e a Halcon, sem juros, obtém condições mais vantajosas. Nesta última, tem de pagar custos de processo e imposto de selo.

Imagine-se a chegar ao balcão de uma agência. Do outro lado, um sorriso e dizem-lhe que é tudo barato. Mas se quiser conhecer os custos ou a forma como o crédito funciona, será surpreendido pela negativa,pois os funcionários da Abreu e da Halcon nem sempre nos deram estes dados.

Nas agências do El Corte Inglés e na TopAtlântico fomos confrontados com um cartão de cliente com crédito associado,
cuja TAEG é de 17,32% e 29,28%, respectivamente.

Na Escolha Acertada dos cartões de crédito, o Santander Totta Visa Light,a TAEG é bastante inferior (15,33%).
Além disso, se pagar a dívida por inteiro,pode sempre beneficiar do período de crédito gratuito, entre 20 e 50 dias.

Escolha bem como vai pagar a crédito as suas férias,pois uma escolha cuidadosa , poder lhe á poupar umas dezenas de euros.

Como utilizar o seu cartão de crédito sem pagar juros

cartão de crédito

O cartão de crédito é um dos meios de pagamento mais utilizados.
No entanto as taxas de juro continuam muito elevadas para quem não paga a
totalidade da dívida no prazo de 20 a 50 dias. Em geral, as taxas rondam os 20 a 30 por
cento. Segundo um inquérito que realizámos em finais de 2004,cerca de 62% dos consumidores
portugueses utilizam este tipo de cartão. Para 5,8%, a principal razão
é a devolução de uma parte do valor usado em pagamentos através dos programas de cash-back (retorno).
Estes devolvem, pelo crédito na conta-cartão, uma percentagem do valor das compras com o cartão ao
longo de um determinado período.Em certas circunstâncias, o cash–back pode ser utilizado para minimizar o efeito dos juros de
quem não paga o extracto na totalidade. Por exemplo, se um indivíduo com cartão de crédito tiver
necessidade urgente de mil euros e não quiser pagar juros, poderá fazer algumas contas e o seu retorno
compensar os juros.

Os movimentos com o cartão são canalizados para a conta-cartão associada. Após a emissão do
extracto, tem duas hipóteses para pagar a dívida.

Na liquidação total do saldo em dívida, não fica sujeito a juros, dado que durante um período de 20 dias
após a emissão do extracto, as compras efectuadas no mês a que respeita o extracto ficam isentas de
juros. Esta é a melhor opção.

Se liquidar uma parcela da dívida o valor que não é pago transita para o extracto do mês
seguinte. O remanescente vai,assim, estar sujeito ao pagamento de juros, que irão acumular ao
montante em dívida no extracto do mês seguinte. Ou seja, quando opta por esta segunda alternativa o cash-
-back pode ser um instrumento para diminuir o impacto dos juros.

Em conclusão, o cartão de crédito pode ser uma excelente opção em relação ao crédito pessoal,basta apenas
comparar as taxas de juro associadas a cada um desses produtos.

Negociar crédito habitação e pagar menos de prestação

dicas poupar


A resistência à negociação é maior nos consumidores que já têm um crédito há vários anos. Mais
de metade nunca tentou sequer melhorar as condições junto do seu banco e quase 90% mantém-se.

O crédito mal-parado cresceu 5,6% de Janeiro a Setembro de 2007, segundo o Banco de Portugal.
O número de casos que chega ao Gabinete de Apoio ao Sobreendividado (GAS), da DECO, é mais
modesto, mas preocupante. Entre Janeiro e Outubro, os pedidos de ajuda duplicaram em relação ao
mesmo período de 2006, chegando aos 1560. Nos últimos 7 anos,cresceram 10 vezes.

De acordo com Natália Nunes,coordenadora do GAS, a maioria das famílias pede ajuda já quando
não consegue pagar. Em média,têm 4 créditos, mas há agregados com 15 ou mais. Nestes casos,a DECO contacta as instituições credoras e apresenta propostas de renegociação das dívidas. “Em regra, são bem acolhidas, até porque querem receber”, revela.

Mas o ideal é apostar na prevenção.Para evitar o ponto de ruptura,o GAS aconselha o consumidor a fazer contas aos gastos mensais,sobretudo, aos que tende a não considerar, como o café, tabaco,etc. “A maioria sabe quanto recebe,mas não quanto gasta”, alerta Natália Nunes.

Depois, é preciso ver onde pode reduzir. Por fim, convém fazer uma poupança equivalente a 5
ou 6 vezes o rendimento mensal.Uma espécie de bolha de ar para situações inesperadas, como desemprego
ou doença, duas das razões mais referidas no GAS para não pagar as dívidas.Pedidos de ajuda no Gabinete de Apoio ao Sobreendividado, da DECO fiel à instituição desde o primeiro dia. Tendo em conta que estes empréstimos foram contratados há sete anos, em média, altura em que as taxas de juro e os spreads estavam acima das actuais (os melhores em cerca de 1%, quando hoje rondam 0,5%), podemos concluir que estão a perder muito dinheiro. Para baixar a taxa de juro,faça valer a sua posição de cliente,como os produtos contratados e o facto de a casa valer mais hoje do que o montante que tem em dívida.