Como utilizar o seu cartão de crédito sem pagar juros

O cartão de crédito é um dos meios de pagamento mais utilizados.
No entanto as taxas de juro continuam muito elevadas para quem não paga a
totalidade da dívida no prazo de 20 a 50 dias. Em geral, as taxas rondam os 20 a 30 por
cento. Segundo um inquérito que realizámos em finais de 2004,cerca de 62% dos consumidores
portugueses utilizam este tipo de cartão. Para 5,8%, a principal razão
é a devolução de uma parte do valor usado em pagamentos através dos programas de cash-back (retorno).
Estes devolvem, pelo crédito na conta-cartão, uma percentagem do valor das compras com o cartão ao
longo de um determinado período.Em certas circunstâncias, o cash–back pode ser utilizado para minimizar o efeito dos juros de
quem não paga o extracto na totalidade. Por exemplo, se um indivíduo com cartão de crédito tiver
necessidade urgente de mil euros e não quiser pagar juros, poderá fazer algumas contas e o seu retorno
compensar os juros.
Os movimentos com o cartão são canalizados para a conta-cartão associada. Após a emissão do
extracto, tem duas hipóteses para pagar a dívida.
Na liquidação total do saldo em dívida, não fica sujeito a juros, dado que durante um período de 20 dias
após a emissão do extracto, as compras efectuadas no mês a que respeita o extracto ficam isentas de
juros. Esta é a melhor opção.
Se liquidar uma parcela da dívida o valor que não é pago transita para o extracto do mês
seguinte. O remanescente vai,assim, estar sujeito ao pagamento de juros, que irão acumular ao
montante em dívida no extracto do mês seguinte. Ou seja, quando opta por esta segunda alternativa o cash-
-back pode ser um instrumento para diminuir o impacto dos juros.
Em conclusão, o cartão de crédito pode ser uma excelente opção em relação ao crédito pessoal,basta apenas
comparar as taxas de juro associadas a cada um desses produtos.
Cartão de crédito com melhores juros do mercado

Comprar hoje e pagar depois nunca foi tão fácil.
Há uma grande oferta de cartões de crédito, de várias gamas,
com seguros associados e sistemas de pontos acumuláveis,
convertíveis em descontos ou prémios. A anuidade e a taxa de
juro (TAEG) são decisivas na escolha.Contudo, pode valer a pena avaliar
outras condições propostas.
Além da anuidade e da taxa de juro, verifique outras condições,
como a cobertura de prejuízos resultantes da perda, roubo ou
extravio. Após a comunicação do incidente, a responsabilidade
do titular cessa. Na maioria dos casos, o seguro reembolsa usos
fraudulentos até 48 horas antes da comunicação.
Muitos cartões acumulam a função de débito. Pode ser
prático, pois evita ter dois cartões.Mas atenção: as compras em
estabelecimentos são consideradas transacções a crédito. Se usa o
cartão de débito só para levantar dinheiro e pagar serviços nas caixas
Multibanco, esta é uma boa opção.
Os custos de utilização no estrangeiro variam. Na zona
euro, não lhe cobram nada pelos pagamentos com o cartão, mas, fora
dela, as comissões são elevadas.
Tenha ainda cuidado com os levantamentos de dinheiro, mesmo
em Portugal. Os cartões Citibank Visa Classic e Gold aplicam uma taxa
superior para levantar a crédito em caixas Multibanco (30,64 por cento).
Os cartões Gold/Premier/Platinum têm, em regra, um limite
de crédito superior e mais seguros associados (como responsabilidade
civil familiar ou assistência em viagem). Dado a anuidade ser mais
pesada, veja se lhe compensa,atendendo ao uso que faz do cartão de crédito.
Dicas para poupar dinheiro quando se compra a crédito

Não é preciso ser especialista em economia. Quando se fala
em aumento das taxas de juro, há mais uma dor de cabeça para
quem paga a prestação da casa.
Se pensa contratar um crédito nos próximos tempos,
faça contas à vida e dê alguma margem para eventuais subidas das taxas de juro.
A maioria dos créditos à habitação,crédito automóvel ou crédito pessoal tem como base uma taxa
variável indexada, por norma, a famosa Euribor a 3, 6 ou 12
meses. O seu valor acompanha a evolução da taxa de referência
do Banco Central Europeu, para fazer face à inflação na zona euro
e equilibrar as economias. Para o bolso do consumidor, quer dizer
“prestação a subir”, considerando a tendência actual.
Ao valor do indexante, soma-se ainda o spread, a margem do
banco. Os dois originam a Taxa Anual Nominal (TAN) que incide
sobre o empréstimo.
Antes de aceitar uma proposta de crédito, preste atenção à TAE (taxa
anual efectiva) e a TAEG indicada. Só esta lhe permite comparar propostas
de bancos diferentes, já que indica a percentagem de encargos a
suportar com o crédito ao longo dos anos e poupar dinheiro durante os
próximos anos.
Pague menos juros pelos seus créditos

Quando a situação financeira do agregado familiar permite suportar uma prestação mais alta, vale a pena reduzir o prazo
do empréstimo. Mantendo-se o capital em dívida e a taxa de juro,a grande vantagem é a diminuição dos juros a pagar .Contudo, é preciso saber qual o montante máximo que a família
consegue pagar. Não é aconselhável que a prestação seja superior a
35% do rendimento líquido do agregado. Por exemplo, uma família
que receba € 2000 mensais deve ter como limite, para pagamento
de créditos, 700 euros. Se o rendimento subisse para € 2500,
o limite passaria para 875 euros.
Não convêm ultrapassar estes valores , pois ai poderá ter dificuldade em pagar o seu crédito habitação,
crédito pessoal , crédito automóvel ou cartão de crédito
