AGUARDA-SE NOVA DESCIDA DA EURIBOR
A Euribor ainda não atingiu o nível que permita o investimento na economia e a sua revitalização.
Para que as economias da Zona Euro voltem à “normalidade”, vai ser necessário que as taxas de juro baixem ainda mais, desafogando as famílias e as empresas, baixando as prestações dos creditos.
Os custos financeiros com os investimentos são um factor muito importante para que os mesmos se efectivem.
Os juros pagos pelas famílias pelos seus empréstimos absorvem grande parte do seu rendimento disponível. A descida das taxas de juro vai permitir que o valor pago pelas prestações de crédito diminuam.
A última descida da Taxa de Referência para a zona Euro, fixou-se nos 1,25%, mas, Jean-Claude Trichet já admitiu que não será a última vez que a Taxa Directora baixou.
A demora no restabelecimento da procura na Zona Euro provocada pelas inúmeras falências e despedimentos está a provocar cortes na produção de diversas empresas. O nível do consumo teima em contrair-se. É um ciclo vicioso que traz problemas para todos os agentes económicos.
Os preços têm vindo a descer, apresentando riscos de deflação. Em Portugal pela primeira vez desde a “década de 60”, que se assiste à descida do Índice de Preços no Consumidor que apresentou variação negativa em Março face ao mês anterior. O nível de inflação continua em fase descendente, processo que se não for travado levará ao caos no tecido produtivo.
No entanto, a descida dos preços a curto prazo reequilibra o rendimento disponível das famílias e obriga os Estados a baixar o preço do dinheiro para níveis que permitam o investimento em novos negócios.
O mercado de crédito, é fundamental neste processo. Os Bancos vão acabar por baixar os spreads e arriscar, ou em alternativa, serem obrigados a emprestar dinheiro. São processos normais de reequilíbrio financeiro. A Banca vende dinheiro, é o seu negócio. Numa primeira fase da crise inicia um processo selectivo de concessão de crédito, é a fase que vivemos actualmente.
No entanto, a bem ou a mal, a Banca vai perceber que se o dinheiro não circular o risco da empresas consideradas “boas” se tornarem “menos boas” vai-se elevando pela quebra da produção e consequentemente descida nos resultados.
Aguarda-se assim, novas descidas das taxas de juro e consequentemente pode-se esperar pagar cada vez menos pelos empréstimos a pagar.
Consolidação de creditos e diminuir prestações mensais

Em regra, as famílias com problemas têm um empréstimo à habitação, um crédito automóvel
e vários creditos pessoais. Perante as dificuldades, deixam de pagar primeiro os relacionados com o
consumo, depois o do automóvel.O último é, normalmente, o que recai sobre a casa.
Tente evitar a acumulação de empréstimos. Não sendo possível,existem soluções. A consolidação de creditos, por exemplo, consiste em juntar todos os créditos: paga uma só prestação e reduz
os encargos. Mas, por vezes, aumenta o valor total dos juros.
Credito e compras por impulso

Uma das principais razões, pelo qual os Portugueses recorrem ao credito, é sem duvida por causa das compras por impulso.
Isto é válido para qualquer tipo de credito, desde credito pessoal, credito automovel ou até mesmo credito habitação.
Antes de comprar algum bem, e esteja a pensar recorrer a um financiamento,
deverá pensar primeiro no seguinte:
Será que necessito mesmo desta compra? – As compras de impulso são a roda motriz do comércio de grande consumo em Portugal.
No entanto e devido à conjuntura actual, muitas famílias acabam por se prejudicar fazendo compras desnecessárias em alturas pouco oportunas.
Deverá perguntar-se se a compra que vai fazer irá preencher uma necessidade imediata de relevo.
Se irá ter o usufruto necessário que justifique a compra no presente momento.
Pense bem antes de recorrer a um novo credito, pois poderá estar a hipotecar a sua qualidade de vida. Este conselho também é válido para as compras com cartão de credito, pois são uma das principais causas de endividamento dos Portugueses.
Comprar carro com credito automovel

A crise está instalada. Isso é uma verdade a que ninguém pode fugir. Toca a todos de uma forma directa ou indirecta.
Historicamente sabemos que o mercado automóvel é sempre o primeiro a sentir o impacto de uma época de crise.
Nesta crise instaurada, isso não é excepção. No entanto, com o acesso ao credito automóvel, o mercado tem-se mantido de alguma forma estável.
Apesar das vendas terem descido um pouco por todas as marcas, continuam-se a vender e a comprar carros em Portugal.
Mas a questão do crédito automóvel tem variadíssimas ramificações. Por um lado, há mais vendas, mas por outro,
o montante global financiado tem decaído. A verdade é que os consumidores estão a trocar os seus carros por outros mais baratos.
Para contribuir para esta situação há, sem dúvida, o preço dos combustíveis. Possuir um carro que consome acima dos dez litros aos cem quilómetros,
é um luxo suportável por poucos.
Apesar de tudo, recorrer ao credito para comprar carro ainda é muito procurado,logo a seguir ao credito pessoal e credito habitação.
