Investir as suas poupanças em segurança

Além do rendimento e liquidez de uma aplicação, a segurança é um critério essencial na escolha. Quase 80% dos portugueses investem metade das poupanças em produtos com rendimento garantido, ou seja,depósitos a prazo, PPR,certificados de aforro e alguns seguros de capitalização.
A segurança traduz-se na garantia de recuperar o dinheiro aplicado.Pode não haver ganhos elevados,mas, na pior das hipóteses, não sofre perdas. É o que se espera,por exemplo, do banco ao depositar o dinheiro numa conta a prazo.
Ao fazê-lo, estabelece um contrato com a entidade bancária, que lhe garante o reembolso. Tal não é válido para aplicações como fundos
ou acções. O aparecimento de híbridos, como os Instrumentos de Captação de Aforro Estruturados (ICAE) e depósitos associados a outros produtos, veio complicar a percepção do risco.
Independentemente da “segurança contratual”, não há garantias absolutas. Se o banco falir, mesmo contra as expectativas, será difícil
reaver tudo o que aplicou.Este risco depende da solidez financeira da instituição e das compensações criadas para proteger o investidor.
Em conclusão, nunca faça um crédito para investir em produtos bancários com risco, pois pode vir a perder tudo.
PPR : Plano Poupança Reforma

Os planos de poupança–reforma ou PPR foram criados em 1989 para incentivar
a poupança e garantir um complemento de reforma aos subscritores.
São especialmente atractivos pelos benefícios fiscais que proporcionam.
Os planos de poupança-reforma com a vertente educação deixaram de ser contemplados.
Embora ainda existam produtos designados PPR/E, só poderá deduzir as entregas
efectuadas para PPR.
Este ano, pode deduzir 20% do investimento, num máximo de € 350, se tiver entre 35 e 50 anos.
Para obter este benefício, deve aplicar até 1750 euros.
O montante e a dedução máximas a investir diminuem com a idade de subscrição.
Estes montantes devem ser declarados no anexo H do modelo 3 da sua declaração de IRS.
Apesar do benefício fiscal dos PPR, não aconselhamos esta opção a quem tenha menos de 40 anos.
Os montantes aplicados só podem ser resgatados quando atingir a reforma por velhice ou a partir
dos 60 anos, desde que tenham decorrido 5 desde a última entrega.Ou, então, em caso de desemprego
superior a um ano ou doença grave e incapacidade para o trabalho.
Se ainda não tiver 40 anos,e quiser poupar dinheiro e investir recomendamos outro tipo de
investimento. Poderá assumir maior risco e optar por produtos com maior liquidez. Os fundos são
uma boa opção, ou se preferir uma mais segura, os depósitos a prazo.

