Como baixar a prestação dos seus créditos?
Deixamos-lhe algumas sugestões para negociar com o seu banco a redução da prestação da casa.
O empréstimo à habitação constitui para muitas famílias portuguesas um problema, essencialmente se estão a ser afectados pela actual crise.
È certo que as taxas de juro baixaram muito nestes últimos meses, fruto da queda da Euribor que se situa a níveis muito próximos de 1%.
No entanto, se mesmo assim está com problemas em pagar a prestação ao banco, existem algumas medidas que poderão fazer diminuir a prestação da sua casa.
Todas as soluções têm vantagens e inconvenientes, sendo que a melhor solução será sempre a que corresponder ao menor dispêndio total, a que acarreta menor valor associado ao pagamento dos juros.
Assim, reduzir a prestação do crédito à habitação deverá ser enquadrada à luz das disponibilidades financeiras do agregado familiar e com as perspectivas futuras a nível de rendimentos.
As opções para diminuir a prestação do empréstimo são basicamente as seguintes:
1) Diminuir o spread:
a. Verifique o spread do seu empréstimo.
b. Se o seu spread for superior a 0,35 pontos percentuais, então procure as ofertas que agora existem na banca para esse nível. Não esquecer que diminuir o spread implica ter capacidade negocial na Banca
2) Aumentar o prazo do empréstimo à habitação:
a. Caso o seu empréstimo esteja com prazo por amortizar que tenha possibilidades de ser alargado, aproveite o alargamento do prazo até 50 anos.
b. O alargamento do prazo depende essencialmente da idade dos preponentes
c. Ao aumentar o prazo do empréstimo verá diminuída a sua prestação
d. Em contrapartida pagará muito mais pelo empréstimo concedido, dado que o número de prestações aumenta e consequentemente os juros pagos no total das mesmas
3) Deixar uma fatia da amortização do empréstimo para o final do contrato
a. Consiste em amortizar uma parte do empréstimo no final do seu prazo.
b. A percentagem dessa amortização deverá ser conciliada com as perspectivas futuras
c. A prestação até ao final do contrato desce devido a estar a considerar uma fatia de amortização mais baixa.
d. Caso não tenha possibilidades de liquidar a amortização pré-definida no final do contrato, poderá sempre recorrer a outro financiamento que lhe for favorável.
4) Pagar somente juros durante um período de tempo
a. É uma boa opção para resolver situações transitórias
b. Basta solicitar junto do banco um período de carência para a componente amortização do empréstimo, pagando durante esse tempo apenas juros
c. A prestação, enquanto durar o diferimento da amortização diminui, mas depois aumenta
5) Agregar vários empréstimos num só
a. Renegociação da dívida total de forma a obter um só empréstimo
b. Consultar artigo sobre “Consolidação de crédito”
6) Efectuar amortizações de capital
a. Realizar amortizações antecipadas do capital baixa a prestação
b. Pressupõe disponibilidades financeiras
c. È boa solução nos anos em que a prestação tem associada uma fatia maior de juros. Nos últimos anos as prestações incorporam uma fatia maior de amortização e nesta fase já não há tanta vantagem financeira em efectuar amortizações de capital, acrescendo-se o factor fiscal (perde o beneficio fiscal de deduzir os encargos bancários)
Poupar dinheiro em impostos e contribuições ás finanças
A acumulação de impostos ou contribuições por pagar às finanças e à segurança
social são como uma bola de neve. Quanto mais tempo demorar a pagar, maior o
peso dos juros de mora e o valor da dívida. Se não conseguir saldar tudo
de uma vez, negoceie o pagamento em prestações ou outra solução
mais barata.
Tem até 15 dias após terminar o prazo de pagamento voluntário (data-limite na nota de liquidação)para pedir o modo faseado.
No caso das finanças, se a dívida é inferior a € 2500 e não tem outros impostos por pagar,
registe o pedido nas declarações electrónicas (www.e-financas.gov.pt > Contribuintes > Pagamentos >
Pagamento em prestações).
Além de prático, é mais barato do que o pagamento faseado tradicional, pois não é obrigado a
apresentar uma garantia bancária, ao contrário de quando pede um credito ao banco.
Poupar e investir o seu dinheiro

Para gerir o seu dinheiro ou fazer crescer o montante que mensalmente consegue poupar
do seu ordenado, precisa de saber como e onde aplicar esse
dinheiro de forma eficaz.
Nem sempre é fácil, pois existem diversos produtos que á primeira vista são
muito atractivas. Basta uma informação errada ou incompleta para lhe poder causar
perdas muito significativas, especialmente para quem só dá ouvidos à publicidade
dos bancos e das instituições de credito.
Além disso, o momento é de grande instabilidade e a volatilidade dos
mercados aumenta os riscos para quem investe.
É essencial escolher os produtos que se adequem ao seu perfil de risco
e dinheiro disponível. Um investidor com menos de € 5000 não deve
seguir as soluções para montantes superiores, em regra, mais
ambiciosas e arriscadas.
Mas quem tem um património superior pode e deve ter aplicações
mais defensivas para não correr demasiados riscos.
O ideal será investir apenas o dinheiro que não lhe fará falta no futuro, especialmente
nos produtos mais ambiciosos e de maior rentabilidade, pois são os que acarretam maiores riscos.
Informe se bem com o seu Gestor de Conta antes de escolher onde investir o seu dinheiro.
